sábado, 9 de novembro de 2013

Crumble de banana

Crumble é uma torta invertida: recheio por baixo, massinha por cima. O preparo da massa não demora muito e ela pode ser feita em quantidade maior que a necessária e congelada para sobremesas rápidas.
O recheio pode ser feito com diversas frutas: banana, maçã, pera, morango, etc (ou mesmo misturas delas) e, na massinha, diferentes frutas secas podem ser adicionadas.
Eu fiz assim:



Crumble de banana

Massa: 200g de farinha de trigo, 100g manteiga (fria e sem sal), 6 colheres (sopa) de açúcar.
Misture todos os ingredientes no processador, usando apenas a função "pulsar", até obter uma farofa grossa. Reserve na geladeira.
Para o recheio de banana: para 1 porção individual, usei 2 bananas prata pequenas picadas em rodelas, 1 colher (café) de maizena, 1 colher (sopa) de açúcar misturado com canela, 1 colher (sopa) suco de limão.
Misture todos os ingredientes do recheio. Coloque em forminhas de porcelana individuais (ramequins) untados com manteiga, cubra com uma camada de massa e leve ao forno médio pré-aquecido por cerca de 25 minutos (até dourar levemente em cima). Sirva puro ou com uma bola de sorvete de creme ou iogurte.

Pavê tipo Charge

Eu havia visto essa receita no Rainhas do Lar, tentei consultar a original de novo para colocar o link aqui mas parece que o site foi definitivamente retirado do ar...
De qualquer forma eu havia anotado e transcrevo a original e, em seguida, as minhas adaptações:

Pavê tipo Charge

1 lata de leite condensado
1 pacote de pó para pudim sabor caramelo
1 colher (sobremesa) de manteiga
1 caixinha de creme de leite
1 xícara de guaraná (refrigerante)
1/2 xícara de amendoim inteiro sem pele, torrado e sem sal
1 tablete de chocolate meio amargo
1 pacote de biscoito Maizena

Modo de fazer: levar ao fogo o leite condensado com o pó para pudim e a manteiga e cozinhar mexendo sempre até soltar do fundo da panela. Retirar e misturar o amendoim e metade do creme de leite. Alternar num pirex este creme com os biscoitos Maizena umedecidos no guaraná. Ao final, derreter o chocolate com o restante do creme de leite e cobrir o pavê. Levar à geladeira e servir gelado.



Minhas alterações: umedeci os biscoitos em leite (não usei guaraná). Usei todo o creme de leite na mistura de leite condensado e não fiz a cobertura de chocolate. Ficou gostoso mesmo assim :-)
Termino o post com o Mario Quintana, sobre Felicidade:

"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"

sábado, 2 de novembro de 2013

Focaccia

Ontem foi dia de pão, preparado com a graça adicional de contar com a ajuda da filha-e-fiel-escudeira Mariana. Muito bom ver naquele rostinho a surpresa e satisfação de descobrir o crescimento da massa de pão :-)
A receita veio do site Shimura Panificação e fiz discreta adaptação.

Focaccia
500g farinha de trigo, 20g açúcar, 10g sal, 50g manteiga derretida, 150 ml leite, 150 ml água, 3 colheres (chá) de fermento biológico instantâneo 
Amassei todos os ingredientes e sovei por cerca de 10 minutos. Deixei crescer 90 minutos, coloquei em uma assadeira quadrada, fiz furinhos em cima com os dedos e cobri com azeite, sal grosso e pimenta. Assei em forno médio pré aquecido por 25 min + 5 min grill.
Da próxima vez farei com azeite no lugar da manteiga e tentarei versões cobertas com alecrim, cebola e parmesão.
Obs: com parte da massa tentei fazer recheadas com brie e provolone, mas o resultado não foi bom: a gordura dos queijos prejudicou visivelmente o desenvolvimento e cozimento da massa e os pães recheados acabaram ficando pesados.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sagu de leite

Em tempos sem comer chocolate, estava ávida por um doce e acabei achando essa receita de sagu de leite, do site Chocolatria. Como eu tenho intolerância a coco, acabei adaptando. Ficou bem gostoso quentinho e, segundo a autora da receita original, fica melhor ainda gelado.

Sagu de leite
1 litro de leite, uma gema, 1 lata de doce de leite, 1 xícara de sagu, 2 cravos.
Dissolva a gema no leite. Misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar e as bolinhas de sagu ficarem transparentes. Coloque em potinhos e leve para gelar.

Ficou bem saboroso, mas acho que deixar o sagu previamente de molho durante cerca de meia hora deve encurtar significativamente o tempo de cozimento.

Para não deixar o post sem algo em que pensar: "Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra." (William Shakespeare)


Reverência ao destino (Carlos Drummond de Andrade)

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Torta Cetim

Essa receita foi adaptada do programa Homens Gourmet, no canal Bem Simples.
Fiz meia apenas e rendeu um pirex pequeno.

Torta cetim
Para a torta:
Leite condensado, 395 g; Creme de leite (sem soro), 395 g; Leite, 250 ml; Leite de coco, 200 ml; Ovos, 4 unidades; Farinha de trigo, 1 colher (sopa); Manteiga, 1 colher (sopa); Baunilha, 8 gotas; Queijo parmesão ralado, 3 colheres (sopa)
Para a cobertura:
Usei goiabada derretida com um pouquinho d'água no microondas.

Modo de fazer:
Derreta a manteiga e misture o queijo. Junte os demais ingredientes à manteiga derretida com queijo e bata tudo no liquidificador. Despeje, então, em um pirex médio e leve ao forno preaquecido a 180°C até dourar.
Deixe esfriar e espalhe a goiabada derretida por cima da torta. No site há ainda sugestão de decoração adicional: decore com os pêssegos, o creme de leite e as cerejas. Leve à geladeira por 3 horas e sirva. 


Farofa!

Hoje resolvi fazer uma compilação de receitas (algumas testadas, outras na fila de espera) retiradas dos sites Bem Simples e Rainhas do Lar para colocar aqui.
Porque como já diria o poetinha: "(...)E o que há de melhor que ir pra cozinha /E preparar com amor uma galinha/Com uma rica e gostosa farofinha/Para o seu grande amor?"
=)

Sabia tudo esse Vinícius de Moraes!

Aliás, essa poesia (Para Viver um Grande Amor) é toda linda e merece vir para o blog:

Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há de fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor

Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?

Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há de ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!

Sem mais delongas, vamos às farofas:

Farofa de flocos de milho    
Flocos de milho, 250 g
Alho, colher (sopa)
Manteiga, 100 g
Salsinha, a gosto
Sal, a gosto

Numa frigideira doure o alho e a salsinha na manteiga.Insira a farinha de milho na manteiga e deixe tostar, mexendo sempre. Salgue a gosto.   

Farofa de miga fresca        
Pão miga sem casca e esfarelado, 200 g; Amêndoa sem casca picada grosseiramente, 100 g; Tomilho picado, 1 colher (sopa); Raspinhas de limão siciliano picadinha, 1 colher (chá); Manteiga, 2 colheres (sopa)
Azeite, 2 colheres (sopa); Sal e pimenta moída; Salsinha picada,       
Aquecer o azeite com a manteiga, juntar o tomilho, o limão, o pão e a amêndoas. Ir fritando em fogo médio até dourar bem.Temperar com sal e pimenta, finalizar com a salsinha.

Farofa de presunto parma e melado
Farinha de mandioca torrada, 3 xícaras; Melado de cana, ½ xícara; Manteiga sem sal, 150 g; Cebola picada brunoise, 2 colheres (sopa); Presunto de Parma picado brunoise (em cubinhos), ½ xícara; Sal
Derreta a manteiga, junte a cebola e refogue por cerca de 5 minutos. Junte o melado e o presunto, misture, acrescente a farinha e vá mexendo até dourar levemente. Se necessário, acerte o sal, resfrie ou sirva em seguida.

Farofa de banana com farinha de rosca      
Azeite, 60 ml; Bacon, 100 g; Banana-da-terra verde, 600 g; Cebola, 50 g; Pão francês (farinha), 100 g; Sal, a gosto; Salsa, 30 g 
Corte o bacon em cubos pequenos e frite. Tire o excesso da gordura e reserve-a em uma frigideira. Coloque o bacon para esquentar em outra panela. Acrescente a banana cortada em cubos pequenos na frigideira com a gordura. Esquente e reserve.Adicione, na frigideira com o bacon, a cebola cortada em cubos pequenos e a farinha de pão. Some, também, um pouco de azeite, a salsinha e a banana.

Farofa de maracujá
Ingredientes: manteiga, cebola, bacon, calabresa, temperos a gosto e os dois segredinhos que garantem o sucesso e não podem faltar: cereja e maracujá! 
Frite a cebola até dourar na manteiga. Adicione o bacon e deixe fritar até ficar bem tostadinho. Acrescente a calabresa, frite e mexa bem. Quando toda a mistura estiver bem fritinha e dourada, tempere a gosto (ex. limão, pimenta calabresa e pimenta de cheiro). Deixe mais um pouquinho no fogo. Misture a polpa e sementes de um ou dois maracujás. Deixe fritar mais um pouco. Desligue o fogo, escorra a manteiga que estiver sobrando e reserve por poucos minutos. Acrescentar cereja picadinha e misturar tudo novamente. Pra finalizar, a farinha de mandioca.

Lembro ainda das já postadas Farofa Gostosa e Farofa de Arroz 7 grãos.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Adoçando os dias

Uma conjuntivite muito chata me afastou do trabalho por alguns dias e me sobra muito pouco a fazer além de computador e livros, descontando o desconforto para ler. Mas quando fico em casa a cozinha me chama, praticamente me intima a comparecer por lá...
Dessa forma hoje eu fiz palha italiana branca (sem chocolate) e um pavê de amendoim. Em relação a este, vale uma pequena história: era das sobremesas preferidas que minha mãe fazia quando eu era criança, e eu me lembro de ter nos meus planos "para quando fosse gente grande" fazê-la muitas vezes. Só que a mistura creme de leite + manteiga + amendoim da receita de minha mãe tem conflito de interesse significativo com a minha formação médica e eu resolvi adaptar para uma nova combinação um pouquinho menos rica em colesterol.
Ficaram assim:
E eu fiz desse jeito:

Palha italiana branca: Levar ao fogo baixo 1 lata de leite condensado e 1 colher (sobremesa) de manteiga, mexendo sempre até soltar do fundo da panela. Retirar do fogo, juntar 1 pacote de biscoito maizena picado e colocar em pirex untado até esfriar. Cortar em quadradinhos, passar no açúcar e guardar em pote fechado.

Pavê de amendoim: Fazer um creme com meia lata de doce de leite, uma caixinha de creme de leite e 100g de amendoim (sem pele, sem sal, torrado e moído). Dispor num refratário em camadas, alternando com biscoito maizena umedecido em leite (usei um pouco menos de meio pacote de biscoito maizena). Depois da última camada de creme, enfeitar com amendoim e levar à geladeira.

 Porque dá uma vontade danada de adoçar os dias de quem adoça os meus...

Definitivo (Carlos Drummond de Andrade)

Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, 
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções 
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado 
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter 
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que 
gostaríamos de ter compartilhado, 
e não compartilhamos. 
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas 
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um 
amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os 
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas 
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo 
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, 
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma 
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez 
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
verso: 

Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida 
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, 
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do 
sofrimento,perdemos também a felicidade. 

A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz 

=)


terça-feira, 22 de outubro de 2013

(mais) Uma receita e (mais) uma reflexão

Chegar em casa cansada do trabalho e ter o prazer de cozinhar para alguém... a vida é de fato feita de pequenos momentos felizes :-)
Isso acabou me levando a uma frase da Lya Luft: "Somos as escolhas que fazemos e as que omitimos, a audácia que tivemos e os fantasmas aos quais sacrificamos a possível alegria e até pessoas a quem amamos; a vida que abraçamos e a que desperdiçamos. Em suma, fazemos a escritura da nossa complicada história." Tanta verdade em tão poucas palavras... 

A receita de hoje foi de Torta Búlgara, à qual cheguei adaptando receitas da internet ao que eu tinha no armário:
300g Nescau, 220g açúcar, 300g margarina, 1 ovo, 4 gemas.
Derreti os três primeiros ingredientes no fogo, retirei, juntei o ovo e as gemas e retornei ao banho-maria mexendo até ficar homogêneo. Levei ao forno médio em forma untada, novamente banho-maria, por cerca de 40 minutos.
Assim que estiver pronto posto a foto :-)

domingo, 13 de outubro de 2013

Uma receita e uma reflexão

A receita é de uma sobremesa bem gostosa, que uma amiga querida do trabalho ensinou. Tem o jeitão de um pavê, mas sem a camada mais sólida:

Sobremesa da Andrea W
1 lata de leite condensado, 1 lata de leite, 3 colheres (sopa) bem cheias de Nescau, 2 gemas, 1 colher (sobremesa) de manteiga, 2 claras em neve, 2 colheres (sopa) de açúcar, 1 caixinha de creme de leite.
Faça um brigadeiro mole com os cinco primeiros ingredientes, mexendo sempre. Coloque num pirex e deixe esfriar. Bata as claras em neve com o açúcar e ao final misture suavemente o creme de leite. Coloque por cima do creme de chocolate e leve à geladeira por pelo menos 4h. Sirva gelado.

A reflexão é sobre uma crônica publicada hoje na Revista do Jornal o Globo. Eu pensei nas mulheres que, como eu, trabalham divididas entre a realização profissional/autonomia e a culpa de deixar os filhos. Lembremos sempre que somos também modelos para criaturas em formação - que consigamos fazer nossos filhos crescerem sem tanta culpa moldando seus caminhos, conscientes de que trabalho engrandece e dignifica o ser humano.


domingo, 1 de setembro de 2013

Pudim de pão da Nigella

Acabei de ver a receita na TV; ainda não testei mas parece promissora...

Pudim de pão (Nigella Lawson)

250g pão amanhecido com casca cortado em cubos
500 ml leite integral
125 ml creme de leite
3 ovos
100g gotas de chocolate
açúcar demerara para polvilhar

Prepare um creme misturando vigorosamente o creme de leite, ovos, leite e 40g açúcar.
Coloque num pirex untado o pão cortado e cubra com as gotinhas de chocolate. Despeje vagarosamente o creme de ovos por cima e pressione o pão para que fique submerso. Polvilhe com o açúcar demerara e leve ao forno médio pre-aquecido até ficar com uma crosta crocante.

sábado, 6 de julho de 2013

"Lembra de mim?"

Ontem aconteceu isso comigo... eu ri sozinha e me lembrei imediatamente dessa crônica...

Grande Edgar
Por Luis Fernando Verissimo

Já deve ter acontecido com você.
— Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele esta ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando sua resposta. Lembra ou não lembra?
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, curto, grosso e sincero.
— Não.
Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O "Não" seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos entre pessoas educadas. Você deveria ter vergonha. Passe bem. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem. Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
— Não me diga. Você é o... o...
"Não me diga", no caso, quer dizer "Me diga, me diga". Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com sua agonia. Ou você pode dizer algo como: 
— Desculpe, deve ser a velhice, mas...
Este também é um apelo à piedade. Significa "não tortura um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!". É uma maneira simpática de você dizer que não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve a insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua. 
E há um terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
— Claro que estou me lembrando de você!
Você não quer magoá-lo, é isso! Há provas estatísticas de que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar. Você pulou no abismo. Seja o que Deus quiser. Você ainda arremata: 
— Há quanto tempo!
Agora tudo dependerá da reação dele. Se for um calhorda, ele o desafiará.
— Então me diga quem sou.
Neste caso você não tem outra saída senão simular um ataque cardíaco e esperar, e falsamente desacordado, que a ambulância venha salvá-lo. Mas ele pode ser misericordioso e dizer apenas: 
— Pois é.
Ou:
— Bota tempo nisso.
Você ganhou tempo para pesquisar melhor a memória. Quem será esse cara meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas no meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, o mantém à distância com frases neutras como jabs verbais.
— Como cê tem passado?
— Bem, bem. 
— Parece mentira. 
— Puxa.
(Um colega da escola. Do serviço militar. Será um parente? Quem é esse cara, meu Deus?)
Ele esta falando: 
—Pensei que você não fosse me reconhecer...
—O que é isso?!
—Não, porque a gente às vezes se decepciona com as pessoas.
—E eu ia esquecer de você? Logo você?
—As pessoas mudam. Sei lá.
— Que idéia. (é o Ademar! Não, o Ademar já morreu. Você foi ao enterro dele. O... o... como era o nome dele? Tinha uma perna mecânica. Rezende! Mas como saber se ele tem uma perna mecânica? Você pode chutá-lo amigavelmente. E se chutar a perna boa? Chuta as duas. "Que bom encontrar você!" e paf, chuta uma perna. "Que saudade!" e paf, chuta a outra. Quem é esse cara?)
— É incrível como a gente perde contato.
— É mesmo.
Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.
— Cê tem visto alguém da velha turma?
— Só o Pontes.
— Velho Pontes! (Pontes. Você conhece algum Pontes? Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...)
— Lembra do Croarê?
— Claro!
— Esse eu também encontro, às vezes, no tiro ao alvo.
— Velho Croarê. (Croarê. Tiro ao alvo. Você não conhece nenhum Croarê e nunca fez tiro ao alvo. É inútil. As pistas não estão ajudando. Você decide esquecer toda cautela e partir para um lance decisivo. Um lance de desespero. O último, antes de apelar para o enfarte.)
— Rezende...
— Quem?
Não é ele. Pelo menos isto esta esclarecido.
— Não tinha um Rezende na turma?
— Não me lembro.
— Devo esta confundindo.
Silêncio. Você sente que esta prestes a ser desmascarado.
Ele fala:
— Sabe que a Ritinha casou?
— Não!
— Casou.
— Com quem?
— Acho que você não conheceu. O Bituca. (Você abandonou todos os escrúpulos. Ao diabo com a cautela. Já que o vexame é inevitável, que ele seja total, arrasador . Você esta tomado por uma espécie de euforia terminal. De delírio do abismo. Como que não conhece o Bituca?)
— Claro que conheci! Velho Bituca...
— Pois casaram.
É a sua chance. É a saída. Você passou ao ataque.
— E não avisou nada?
— Bem...
— Não. Espera um pouquinho. Todas essas acontecendo, a Ritinha casando com o Bituca, O Croarê dando tiro, e ninguém me avisa nada?
— É que a gente perdeu contato e...
— Mas meu nome tá na lista meu querido. Era só dar um telefonema. Mandar um convite.
— É...
— E você acha que eu ainda não vou reconhecer você. Vocês é que se esqueceram de mim.
— Desculpe, Edgar. É que...
— Não desculpo não. Você tem razão. As pessoas mudam. ( Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar. Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima idéia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele esta na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de "Já?!".)
— Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?
— Certo, Edgar. E desculpe, hein?
— O que é isso? Precisamos nos ver mais seguido.
— Isso.
— Reunir a velha turma.
— Certo.
— E olha, quando falar com a Ritinha e o Manuca...
— Bituca.
— E o Bituca, diz que eu mandei um beijo. Tchau, hein?
— Tchau, Edgar!
Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer "Grande Edgar". Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar "Você está me reconhecendo?" não dirá nem não. Sairá correndo.

Texto extraído do livro "As Mentiras que os Homens Contam", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 13.

Receitas recentes e um filme a NÃO ver

Depois de uma estendida ausência do blog, volto para postar algumas receitas que venho testando - menos do que gostaria, mas melhor que nada...

1. Pão de abobrinha (do livro da Heloisa Bacellar)
1 1/2 xícara de abobrinha italiana bem verde radada grosso
1 1/2 xícara de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
1 pitada de pimenta do reino
1/4 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/2 xícara de óleo
3/4 xícara de queijo parmesão ralado
2 ovos
manteiga para untar
farinha de trigo para polvilhar
Unte uma forma de bolo inglês e enfarinhe. Numa tigela, misture a abobrinha, a farinha, o fermento, o sal, a pimenta e o bicarbonato e reserve. Em outra tigela, bata o óleo, o parmesão e os ovos com uma batedeira até obter um creme esbranquiçado. Junte a mistura de abobrinha, despeje na forma e asse por uns 40 minutos, até que o pão esteja crescido, dourado e que, enfiando um palito no centro, ele saia limpo.Desenforme e sirva em fatias.

2. Bolo de Banana (gentilmente cedida pelo Sergio e ligeiramente modificada):
6 ovos, 2 copos de açúcar, 2 copos de farinha de trigo, 1 copo de suco de laranja, 1 colher (sopa) de fermento em pó, 6 bananas d'água, açúcar e canela para polvilhar.

Bata as claras em neve. Junte as gemas (uma a uma) e continue batendo. Adicione o açúcar, bata, e em seguida adicione alternando o suco de laranja e a farinha de trigo. Por último junte o fermento e misture.
Unte um tabuleiro grande e polvilhe com açúcar e canela. Forre com as bananas fatiadas, espalhe a massa por cima e polvilhe novamente com açúcar e canela. Asse em forno médio pré-aquecido por cerca de 30 minutos.

3. Bolo de chocolate sem farinha (do site Rainhas do Lar)
(essa receita está transcrita como no site, mas eu fiz com calda de brigadeiro)

Massa:
6 unidade(s) de ovo
6 colher(es) (sopa) de achocolatado em pó
2 colher(es) (sopa) de manteiga
2 colher(es) (sopa) de fermento químico em pó
8 colher(es) (sopa) de açúcar 
100 gr de coco ralado(s)

Cobertura:
1 lata(s) de creme de leite sem soro
4 colher(es) (sopa) de achocolatado em pó
2 colher(es) (sopa) de açúcar 

Modo de fazer:
Bata todos os ingredientes da massa no liqüidificador,exceto o fermento e reservando 50 g de côco ralado. Em seguida, adicione o côco reservado e o fermento .Misture levemente com auxílio de uma colher. Unte uma fôrma pequena de pudim e despeje a massa. Leve para assar em forno médio pré-aquecido a 180ºC,por cerca de 30 minutos. Depois de assado,com o bolo quente, jogue a calda. Se desejar polvilhe côco ralado.

4. Brownies de chocolate sem farinha da Nigella
para o brownie
225 g de chocolate meio amargo
225 g de manteiga
2 colheres (chá) de extrato de baunilha
200 gramas de açúcar 
3 ovos grandes (batidos)
150 g  de amêndoas
100 g de nozes picadas

para a calda de chocolate quente
75 gramas de chocolate escuro (mínimo 70% de cacau)
125 ml de creme de leite
2 colheres de chá de pó de café instantâneo
2 colheres de sopa de água
1 colher de sopa de Karo

Modo de fazer: 

Para o brownies:
Pré-aqueça o forno a 170ºC 
Derreta o chocolate e a manteiga levemente em fogo baixo ou microondas.
Leve a panela fora do fogo, misture a baunilha e o açúcar e deixe esfriar um pouco.
Bata os ovos na panela junto com as amêndoas e as nozes picadas. Leve a assar em tabuleiro quadrado de 24cm untado.
Asse no forno por 25-30 minutos, (a parte superior terá formado uma casquinha mas a mistura ainda estará pegajosa). Retire do fogo, deixe esfriar e corte em 16 quadrados.

Para a calda
Quebre o chocolate e coloque em uma panela com base pesada. Dissolva o pó de café instantâneo na água e adicione, juntamente com os restantes ingredientes na panela, coloque a panela em fogo brando e deixe derreter tudo junto. Uma vez que tudo tenha derretido, misture bem, retire do fogo e despeje em uma jarra para servir.

Quanto ao filme: apesar de fugir completamente ao escopo desse blog, eu me sinto no dever de informar às pessoas sobre ele. O nome é A Espuma dos Dias (eu concordo plenamente com essa crítica). É tão ruim, mas tão ruim que eu nem consigo explicar o motivo. Apenas um conselho: não assistam. Nem quando passar na sessão da tarde: se isso acontecer, desliguem a TV e durmam, façam uma caminhada, leiam um livro ou façam um bolo - garanto que sairão no lucro!

domingo, 12 de maio de 2013

Pão de semolina

Ainda em fase de preparo; vamos ver no que vai dar... Tirado do site Caldeirão das bruxas (e discretamente adaptada):


Pão de semolina e cerveja Jamie Oliver

Ingredientes
10 g de fermento biológico seco (ou 15 g do fresco)
1 colher (sopa) de açúcar ou mel
350 ml de cerveja em temperatura ambiente - usei Skol
250 g de farinha de trigo branca
250 g de semolina
2 colheres (chá) de sal
2 colheres (sopa) de azeite

Preparo
Dissolva o fermento no açúcar ou mel, acrescente metade da cerveja (150 ml) e dissolva a mistura com uma colher. Se estiver usando fermento seco, aguarde uns 5 minutos. Se usar o fermento fresco, espere 30 minutos para levedar.

Coloque a farinha de trigo, a semolina e o sal em um recipiente grande (ou faça um monte sobre uma bancada com um buraco no centro, como se fosse um vulcão). Despeje o levedo, misturando com a mão. Acrescente aos poucos o restante da cerveja. Mexa como se a sua mão fosse uma pá até a massa ficar elástica.

Despeje sobre a bancada levemente enfarinhada para trabalhar a massa por uns 15 minutos. Caso seja necessário, acrescente mais farinha de trigo sempre AOS POUCOS para não passar do ponto e endurecer demais. Um bom truque é untar as palmas da mão com azeite para evitar enfarinhar demais.

Ao fim desse processo, forme uma bola com a massa e coloque-a em uma vasilha untada com azeite. Cubra com um pano e deixe crescer em lugar quente e sem vento até dobrar de volume (mais ou menos 1 hora).

Passado esse tempo, enfarinhe novamente a bancada, despeje a massa, apertando para retirar todo o ar. Molde o pão no formato desejado. Coloque em uma assadeira untada e enfarinhada.

Obs.: Nessa sugestão fiz um rolo de uns 25 cm de comprimento com a massa, dei uns cortes na diagonal e salpiquei semolina na superfíce para ficar com aspecto rústico.

Novamente cubra com um pano e deixe mais uma vez crescer em lugar quente e sem vento. Pré aqueça o forno a 230 graus. Leve para assar de 25 a 30 minutos nessa temperatura. Aumente para 280 graus e deixe até formar uma casquinha dourada e crocante. Desligue o forno e deixe o pão lá dentro por uns 5 minutos. Retire da assadeira e coloque sobre uma gradinha até esfriar.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Rosca de doce de leite e castanha decaju


Estava procurando uma receita de pão gostosa e, quando vi que essa fazia referência ao blog da Patrícia, decidi fazê-la imediatamente e o resultado, como esperado, ficou muito bom!



Brioches

250ml de leite morno
20g de fermento biológico fresco
500g de farinha de trigo
75g de açúcar
1 pitada de sal
1 ovo
75g de manteiga, derretida e fria
manteiga derretida para pincelar os brioches - cerca de 1 colher (sopa) (passei gema de ovo e polvilhei sementes de papoula)

Preparo:
Peneire a farinha em uma tigela grande e faça uma cova no meio. Despeje o leite, adicione o fermento esfarelado e uma colher (chá) de açúcar. Misture um pouco com uma colher, umas duas ou três vezes, mas deixe ainda pedaçudinho. Cubra com um pano e deixe fermentar por 15 minutos. Eu coloquei dentro do microondas pra ficar mais abafadinho. A mistura fica cheia de bolhinhas. Junte os ingredientes restantes (a farinha da tigela, o açúcar, as raspas de laranja, o sal, o ovo e a manteiga) e misture bem, até a bola de massa se desgrudar da tigela. Se necessário, coloque mais um pouco de farinha. Eu pus um pocuo mais sem medir. Mas observei o conselho da Pat de não colocar muita para o pão não ficar duro.Cubra e deixe crescer novamente, desta vez por 45 minutos. A massa quase dobra de volume. Misture novamente e coloque a massa numa superfície enfarinhada. Corte pedaços iguais e faça as bolinhas. Coloque numa forma untada e enfarinhada. Pincele a manteiga (eu passei as gemas e polvilhei sementes de papoula) e leve ao forno pré-aquecido até dourarem.

Breves alterações de receitas antigas

A cozinha nem anda tão parada assim, mas as receitas andam repetidas e por isso sem sentido de serem postadas.
As últimas foram um bolo de fubá cremoso (receita já postada aqui), um brigadeiro com sabor de pão de mel (adaptado daqui), uma salada que originalmente levava agrião, pera e gorgonzola de um livro Claudia Cozinha e um rápido talharim com molho de camarões, além de uma rosca doce (efeito bonito, sabor comum demais) e um pão caseiro (já postado).

A salada eu fiz assim:

Salada de agrião com chèvre, maçã e castanhas de caju carameladas
Primeiro caramelizei meia xícara de castanha de caju sem sal (levei ao fogo baixo meia xícara de açúcar e deixei derreter; adicionei as castanhas mexendo sempre para não empelotar até que ficassem envoltas pelo caramelo; deixei secar num papel manteiga e depois moí).
Depois foi a vez do molho: 60 ml azeite, 15 ml mel, 20 ml vinagre, 20 ml mostarda, 1 pitada de sal. Agitei vigorosamente num vidro tampado até ficar homogêneo).
Aí foi só montar a salada: "caminha" com meio maço de agrião, em seguida uma maçã picada, por cima 3 bolinhas de chèvre despedaçadas, as castanhas caramelizadas e o molho.

O brigadeiro eu fiz assim:
Brigadeiro de pão de mel
1 lata de leite condensado, meia lata deleite, 3 colheres (sopa) de chocolate em pó, 1 colher (sobremesa) de manteiga, 1 colher (sopa) de mel, 1 colher (café) de cravo em pó, 1 colher (café) de canela em pó, 1 pitada de noz moscada.
Levei todos os ingredientes ao fogo e cozinhei até soltar do fundo da panela, depois coloquei em copinhos e levei à geladeira.
Numa próxima vez colocarei apenas metade das especiarias, pois a opinião geral é de que ficou acentuado demais...

terça-feira, 12 de março de 2013

3 receitas sem fotos

Porque os dias andam corridos, mas a vontade de cozinhar só faz aumentar =)


1. Focaccia (daqui)
Ingredientes
300ml de água morna
1 ½ colher de chá de fermento biológico seco
500g farinha de trigo branco, mais extra para polvilhar
1 ½ colher de chá de sal
3 colheres de sopa de azeite de oliva, mais extra para untar
azeite extra-virgem,
sal marinho grosso
2 raminhos de alecrim, rasgado em pedaços pequenos
Modo de fazer: Despejar um pouco da água morna em uma tigela pequena. Adicionar o fermento e misturar com os dedos. Deixar o fermento durante cinco minutos para amolecer e dissolver.
Misturar a farinha e o sal em uma tigela grande.
Fazer um buraco no centro da mistura de farinha e sal. Verter a mistura de fermento e água para dentro do buraco, juntamente com o azeite. Misturar bem. Gradualmente adicionar o restante da água morna até obter uma massa pegajosa.
Transferir a massa para uma superfície enfarinhada. Reunir todos os pedaços soltos. Sovar a massa por cerca de 10 minutos, adicionando um pouco de farinha extra, se necessário, até a massa não grudar mais na sua mão. Para ver se ele está pronto, você pode realizar o teste de estiramento: retirar um pedaço de massa, deve ser elástico o suficiente para não quebrar rapidamente quando esticada.
Sovar a massa e acondicionar em uma tigela de óleo; cobrir com um filme plástico ou oleado e deixar em um lugar quente para crescer até dobrar de tamanho - cerca de 1 hora e meia, dependendo da temperatura ambiente.
Depois amasse novamente por mais dois minutos.
Deixar repousar novamente, mas apenas durante 5-10 minutos.
Modelar a massa, colocando em uma assadeira rasa, usando as mãos para espalhar a uma profundidade de cerca de 1,5 cm; depois deixe a subir novamente, coberta com uma toalha de chá, até dobrar de tamanho - o que levará aproximadamente 30 minutos. Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Criar um efeito de ondulações (empurrando os dedos suavemente para dentro da superfície da massa). Regue uma quantidade generosa de azeite extra-virgem uniformemente sobre a massa. Polvilhe com o sal do mar e colocar os pedaços pequenos de alecrim na massa.
Assar por 25-35 minutos ou até que o topo esteja dourado. Servir.

2. Brioches (daqui)
80g de manteiga amolecida
350g de farinha de trigo
2 gemas de ovos
140 ml de leite morno
3 colheres de sopa de açúcar
1 pacote de fermento açúcar de baunilha
10g fermento biológico desidratado
Um pouco de leite adoçado para pincelar

Preparo
Em uma tigela, despeje um pouco de leite quente e fermento e uma colher de sopa de açúcar. Cubra com um pano e deixe espuma 10 minutos. Adicione os ingredientes restantes e sove por cerca de 10 minutos. A massa deve ficar macia, úmida, e não rasgar. Se necessário, adicione a farinha ou água morna para ajustar a textura.
Peça uma tigela limpa, cubra e deixe crescer em local aquecido na casa (ou forno de temperatura mínima porta entreaberta). A massa deve dobrar de volume (cerca de 1:30).
Para moldar. Desgaseificação a massa, e separá-la em vários pedaços Espalhada pouco. Com um cortador de massa (ou um copo como eu), discos de corte. Tome 3 discos, que cambaleou rolá-los juntos, e cortado em dois: Você recebe flores! Então, tem um papel de pergaminho plana sem cola também.
Deixe crescer cerca de 1:30, coberta com um pano em um lugar quente. A massa deve dobrar de volume novamente. Retire a escova de um pouco de leite sobre a superfície, ou manteiga derretida.
Coza 25 minutos a 180 °.

3. Frango enrolado com bacon e ameixa (daqui):

4 coxas de frango, 150g bacon defumado, 100g ameixas secas, curry a gosto, sal e pimenta a gosto óleo a gosto

Vegetais ao forno: 300g batata, 300 g cenoura, 300 g pimentões de várias cores, sal e pimenta a gosto, azeite a gosto, tomilho a gosto, pimenta a gosto, páprica picante em pó a gosto, gergelim a gosto, azeite de ervas a gosto

Preparo: Desosse as coxas de frango. Coloque uma fatia de bacon e logo outra fatia em cruz. Coloque uma coxa e recheie com a ameixa seca e o curry, tempere com sal e pimenta e enrole com o bacon. Prenda com um palito. Sele na frigideira com azeite e leve ao forno a 180 ºC por vinte minutos para terminar o cozimento.

Vegetais ao forno: corte os vegetais (a batata, a cenoura e os pimentões) como desejar e coloque num recipiente. Tempere com sal, pimenta e azeite. Misture e coloque numa forma. Leve ao forno a 180 ºC por trinta minutos.

Montagem: coloque numa travessa as coxas recheadas com a guarnição de vegetais. Decore o prato com azeite de ervas.




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Farofa gostosa e lombo

O post de hoje vai sem foto, porque eu me esqueci. Hoje foi o chá de fralda de uma amiga querida e organizamos um almoço para comemorar: arroz branco, lombo assado, farofa deliciosa e salada. A farofa é de uma receita do adorado caderninho da minha mãe:

Farofa gostosa   
1 pacote de biscoito cream cracker bem socado até o ponto de farinha (bati no liquidificador), 4 colheres de sopa de manteiga ou margarina, 3 ovos cozidos e picadinhos,150 g de ameixas pretas picadinhas,1 caixa de passas,1 cenoura bem grande e fresca ralada, 2 bananas prata picadas em pedacinhos,1 cebola ralada,sal,salsa,cebolinha verde,farinha de mesa, queijo parmesão ralado.
      Doure a cebola e a cenoura em 3 colheres de sopa de manteiga,acrescente a ameixa, passas e refogue bem, adicione a banana e torne a refogar,sempre mexendo; adicione a farinha de biscoito com um pouco de farinha de mesa até obter uma farofa úmida. Prove o sal, junte salsa picadinha,ovos cozidos picadinhos,mais uma colher de manteiga e 3 a 4 colheres de queijo parmesão ralado. Misture bem e sirva. Obs: a banana e o ovo são opcionais.

Lombo assado
Temperei 2 kg de lombo com a seguinte marinada: 2 limões batidos no liquidificador, 4 dentes de alho, 1 cebola pequena, 2 folhinhas de louro, 400 ml de água, 1 colher (sobremesa) de sal, pimenta do reino moída a gosto. Depois de 4 horas no tempero, levei ao fogo em uma panela com óleo e fui deixando dourar e pingando água até que estivesse bem cozido.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Pão de queijo

Fiz para o café da manhã de hoje no trabalho uma receita de pão de queijo, algo adaptada daqui. Eu me esqueci de colocar sal, mas só me dei conta depois de assados... ainda assim ficou com o suave e muito discreto sabor salgado do queijo utilizado.
A minha receita já adaptada eu fiz assim:

Pão de queijo

250g polvilho doce
250g polvilho azedo
250 g de queijo Minas meia-cura (usei Boa Nata)
300 ml de leite;
3 ovos;
100g de manteiga;
meia colher de sobremesa de sal (eu esqueci)

Modo de fazer:
Peneire o polvilho numa bacia plástica que caiba os ingredientes e permita a mexedura. Meça o leite, a manteiga e o sal, aqueça-os até que a manteiga esteja totalmente derretida e o leite numa temperatura em torno de 90°C (pode-se abrir fervura).
Adicione o leite (com a manteiga e o sal) sobre o polvilho, mexendo lentamente.
Depois de escaldado, deixe que esta mistura resfrie um pouco (em torno de 15 minutos) e adicione os ovos. Esfarinhe a massa com as pontas dos dedos e sove muito bem. A massa deverá ficar maleável e uniforme, adicione o queijo (previamente ralado) e regule o ponto com um pouco de leite ou polvilho quando necessário.

Adição da Ricota com Ervas Finas: para recheio com a ricota, a mesma deverá ser macia e firme o suficiente permite o manuseio de pequenas porções o suficiente para introduzí-las na quantidade massa do pão de queijo (não usei recheio).   

Molde sob formato de bolinhas no tamanho que preferir, recheie com a ricota com ervas finas  e leve ao forno previamente aquecido (a massa fria não gruda nas mãos).

O tempo para assar o pão de queijo fresco (que não esteja congelado) normalmente é 25 a 30 minutos, sob forno previamente aquecido, que não deve ser aberto até o ponto final. O pão de queijo congelado, necessita de 40 a 50 minutos para assamento.

Vi algumas dicas interessantes no site de onde tirei a receita:

Dicas:
. Use um queijo com sabor autêntico, como um Minas Curado ou um bom Parmesão, afinal de contas pão de queijo tem que ter queijo, né verdade?

. Deixe o polvilho escaldado esfriar, e somente depois adicione os ovos.

. Pré aqueça antecipadamente o forno para assar o seu pão de queijo.

. Caso queira inovar, adicione um pedacinho de Gorgonzola, ficará "bão demais". Bacon moído, alho, cheiro verde também dão um delicioso pão de queijo. Faça um festival em casa! 

. Para completar, coe um cafezinho e saboreie seu pão de queijo com um também autêntico requeijão de barra, também das Minas Gerais.

Vi também, em outro site, uma sugestão interessante: rechear as bolinhas ainda cruas com cubinhos de goiabada.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Receitas ainda não testadas (mas que as mãos já coçam para isso)

Tenho prateleiras e prateleiras de livros, cadernos, revistas e receitas avulsas, de forma que nem se dedicasse a minha vida por completo a elas eu seria capaz de executá-las. Ainda assim os olhos são atraídos por coisas novas e fico com uma lista daquelas que me parecem ser boas ideias para fazer num futuro próximo.
Esse post será periodicamente atualizado com 2 tipos de informações: o resultado das receitas conforme eu as fizer e novos "objetos de desejo".

Hoje são os seguintes os alvos da minha curiosidade:

1. Piadina (daqui):

Farinha de trigo, 1 kg
Banha, 150 g
Bicarbonato de sódio, 2 colheres (chá)
Sal grosso, 2 colheres (sopa)
Água morna, 450 ml
Misture a farinha com a banha, o bicarbonato de sódio, o sal grosso, e a água morna. Misture bem com a mão até dar o ponto. Deixe descansar por 10 minutos. Abra a massa com a ajuda de um rolo de macarrão na espessura de 0,5 cm. Coloque a massa em uma chapa bem quente e faça furos com um garfo para o calor assar por dentro. Deixe por 1 minuto e meio de cada lado ou até dourar a massa.


2. Popcake (daqui - foto do livro):


3. Quiche de banana salgada do Pitéu (tudo o que está em itálico foi copiado do blog Pitéu)

Faça uma massa de quiche que nem essa aqui [Para uma forma de 38cm, relativamente grande, eu usei quase metade de um saco de farinha de trigo (pode ser integral), daí é ir juntando manteiga amolecida até chegar no ponto (uma colher de sopa ENORME), mas antes disso eu sempre pingo um pouco de água gelada (que ajuda na liga e na textura), 1 ovo peneirado e 1 colher de café de sal; misture tudo com as mãos até a massa ficar homogênea e resolvi condimentar essa massa e ficou sensacional. Na minha usei pimenta calabresa, ervas secas e um punhado de parmesão ralado grosso. A massa lhe dirá se quer um pouco mais de farinha, ou um pouco mais de manteiga.]
Abra a massa com um rolo, e encaixe na forma de fundo removível untada, bem bonitinho; faça furinhos no fundo com um garfo e reserve (não precisa pré-assar), e leve à geladeira por uma hora. 
Enquanto isso você tem duas missões, ou melhor, três! Fazer um purê escândalo de banana, reduzir a linguiça toscana, e misturar tudo num recheio.
O purê escândalo de banana você faz assim: tome 4 bananas da terra BEM maduras ou 6 da prata, e cozinhe com casca, depois retire a casca e os filamentos e amasse com um mixer, misturando manteiga e leite até chegar num ponto cremoso bacana. Tempere com sal, pimenta e reserve. Se quiser usar um pingo de creme de leite também pra ficar bem macio, vá em frente, que pode.
Tome 4 linguiças frescas (usei toscana), retire a pele, os pedaços brancos de gordura, espatife com os dedos e leve a reduzir numa frigideira quente e untada em fogo baixo. Vá sacudindo para ficar uniforme e quando estiver douradinho e crocante (esquema torresminho) some cebola roxa picadinha para dar uma murchada ali naqueles últimos momentos de lume. Some salsinha picada, se quiser.
Agora faz assim: despeje o torresminho na panela do purê e nessa panelinha de gordura, deite uma colher de manteiga e leve ao fogo para derreter. Junte uma colher de farinha de trigo e deixe fritar naquela manteiga; agora é ir deitando um copo de leite aos poucos enquanto mexe-se vigorosamente para não empelotar. Se ficar grosso, vá juntando mais um pouco de leite.
Agora junte tudo numa só panela, em fogo baixo e vá mexendo tudo para incorporar a coisa toda e chegar no ponto que é um creme encorpado, que quando for ao forno deve engrossar até o ponto de corte, por conta da farinha de trigo e da própria banana).
Agora abra a massa com a ajuda de rolo e deite numa forma de fundo falso untada, acertando as bordas. Faça furinhos no fundo com a ponta de um garfo para evitar bolhas de ar na massa, que podem causar fissuras. Deite o recheio e leve ao forno, sempre pré-aquecido para assar por coisa de 15 a 20 minutos.
Quando o cheiro invadir as suas narinas, você vai abrir o forno e encontrar essa quiche toda douradinha. Hora de tirar do forno, deixar esfriar, desenformar, soltar do fundo falso com um salva bolos, tranferir para um prato lindo, decorar ou não. Para acompanhar, FOLHAS frescas, crocantes, regadas com azeite de oliva, mel, gotas de frutas cítricas, vinagres balsâmicos, molhos de soja... 

Picolé cremoso

A pedido da filha, refiz uma receita que não fazia desde a época de faculdade: picolé (ou sorvete) feito com pudim de caixinha.
Super simples: fiz um pudim (escolhi chocolate) conforme a instrução da embalagem. Quando chegou ao ponto certo, tirei do fogo e bati no liquidificador com meia lata de leite condensado e uma caixinha de creme de leite. Coloquei nas forminhas e levei ao congelador.
E o resultado agradou a pequena =)


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Panetone Salgado

Receita adaptada do Edu Guedes (daqui); fiz meia e rendeu 2 panetones de meio kg.



Para a massa:
2 colheres (sopa) de fermento biológico fresco (30g)
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de sal
1 xícara (chá) de leite
2 ovos
½ xícara (chá) de manteiga
orégano a gosto
1 kg de farinha de trigo
1 xícara (chá) de parmesão ralado

Recheio: 500g de linguiça frita e processada, 1 cebola picadinha, pimenta calabresa a gosto (acho que 200g de provolone em cubinhos ficaria bastante bom).

Modo de preparo
Em um recipiente, adicione todos os ingredientes, exceto a farinha de trigo, e misture. Em seguida, adicione a farinha de trigo aos poucos e misture até a massa desgrudar das mãos. Deixe a massa descansar por, aproximadamente, 90 minutos.
Enquanto isso, prepare o recheio.
Em um bowl coloque os ingredientes para o recheio e misture. Abra a massa, espalhe o recheio e enrole como um rocambole. Corte em 3 pedaços. Coloque cada pedaço em uma forma para panetone e deixe crescer novamente. Leve ao forno preaquecido a 200°C por 40 minutos ou até dourar.