sábado, 9 de novembro de 2013

Crumble de banana

Crumble é uma torta invertida: recheio por baixo, massinha por cima. O preparo da massa não demora muito e ela pode ser feita em quantidade maior que a necessária e congelada para sobremesas rápidas.
O recheio pode ser feito com diversas frutas: banana, maçã, pera, morango, etc (ou mesmo misturas delas) e, na massinha, diferentes frutas secas podem ser adicionadas.
Eu fiz assim:



Crumble de banana

Massa: 200g de farinha de trigo, 100g manteiga (fria e sem sal), 6 colheres (sopa) de açúcar.
Misture todos os ingredientes no processador, usando apenas a função "pulsar", até obter uma farofa grossa. Reserve na geladeira.
Para o recheio de banana: para 1 porção individual, usei 2 bananas prata pequenas picadas em rodelas, 1 colher (café) de maizena, 1 colher (sopa) de açúcar misturado com canela, 1 colher (sopa) suco de limão.
Misture todos os ingredientes do recheio. Coloque em forminhas de porcelana individuais (ramequins) untados com manteiga, cubra com uma camada de massa e leve ao forno médio pré-aquecido por cerca de 25 minutos (até dourar levemente em cima). Sirva puro ou com uma bola de sorvete de creme ou iogurte.

Pavê tipo Charge

Eu havia visto essa receita no Rainhas do Lar, tentei consultar a original de novo para colocar o link aqui mas parece que o site foi definitivamente retirado do ar...
De qualquer forma eu havia anotado e transcrevo a original e, em seguida, as minhas adaptações:

Pavê tipo Charge

1 lata de leite condensado
1 pacote de pó para pudim sabor caramelo
1 colher (sobremesa) de manteiga
1 caixinha de creme de leite
1 xícara de guaraná (refrigerante)
1/2 xícara de amendoim inteiro sem pele, torrado e sem sal
1 tablete de chocolate meio amargo
1 pacote de biscoito Maizena

Modo de fazer: levar ao fogo o leite condensado com o pó para pudim e a manteiga e cozinhar mexendo sempre até soltar do fundo da panela. Retirar e misturar o amendoim e metade do creme de leite. Alternar num pirex este creme com os biscoitos Maizena umedecidos no guaraná. Ao final, derreter o chocolate com o restante do creme de leite e cobrir o pavê. Levar à geladeira e servir gelado.



Minhas alterações: umedeci os biscoitos em leite (não usei guaraná). Usei todo o creme de leite na mistura de leite condensado e não fiz a cobertura de chocolate. Ficou gostoso mesmo assim :-)
Termino o post com o Mario Quintana, sobre Felicidade:

"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"

sábado, 2 de novembro de 2013

Focaccia

Ontem foi dia de pão, preparado com a graça adicional de contar com a ajuda da filha-e-fiel-escudeira Mariana. Muito bom ver naquele rostinho a surpresa e satisfação de descobrir o crescimento da massa de pão :-)
A receita veio do site Shimura Panificação e fiz discreta adaptação.

Focaccia
500g farinha de trigo, 20g açúcar, 10g sal, 50g manteiga derretida, 150 ml leite, 150 ml água, 3 colheres (chá) de fermento biológico instantâneo 
Amassei todos os ingredientes e sovei por cerca de 10 minutos. Deixei crescer 90 minutos, coloquei em uma assadeira quadrada, fiz furinhos em cima com os dedos e cobri com azeite, sal grosso e pimenta. Assei em forno médio pré aquecido por 25 min + 5 min grill.
Da próxima vez farei com azeite no lugar da manteiga e tentarei versões cobertas com alecrim, cebola e parmesão.
Obs: com parte da massa tentei fazer recheadas com brie e provolone, mas o resultado não foi bom: a gordura dos queijos prejudicou visivelmente o desenvolvimento e cozimento da massa e os pães recheados acabaram ficando pesados.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sagu de leite

Em tempos sem comer chocolate, estava ávida por um doce e acabei achando essa receita de sagu de leite, do site Chocolatria. Como eu tenho intolerância a coco, acabei adaptando. Ficou bem gostoso quentinho e, segundo a autora da receita original, fica melhor ainda gelado.

Sagu de leite
1 litro de leite, uma gema, 1 lata de doce de leite, 1 xícara de sagu, 2 cravos.
Dissolva a gema no leite. Misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar e as bolinhas de sagu ficarem transparentes. Coloque em potinhos e leve para gelar.

Ficou bem saboroso, mas acho que deixar o sagu previamente de molho durante cerca de meia hora deve encurtar significativamente o tempo de cozimento.

Para não deixar o post sem algo em que pensar: "Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra." (William Shakespeare)


Reverência ao destino (Carlos Drummond de Andrade)

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.